Escrevo isto para quem não acompanhou os últimos acontecimentos, especialmente para os filhos. Sou fundadora da Viva Criança, fato que aconteceu em 1989 e foi feita na minha casa na Rua do Cruzeiro N10. Sou uma das primeiras moradoras da Montanha quando só haviam 2 barracas: a dos meninos (Juan Orlando Sebastião) e a das meninas (Matilde e Eu); por esse motivo considero ter uma total autoridade histórica. Hoje, a Viva Criança foi dissolvida por uma autoridade judicial; quem ainda não decretou a liquidação dos seus bens materiais o que inclui a propriedade do que conhecemos como Montanha do Juan. Nem sempre morei aqui porém fiz meu último ingresso em 2011 e de lá para cá tenho me empenhado, no início, à salvar todos os conhecimentos do Juan num blog e em 6 publicações digitais (e-books) à modo de memória e homenagem a nosso querido mestre; à continuar a labor da Associação, idealizando e executando o Karatê com Letras, com total sucesso entre 2012-2015 e apoiando o lindo projeto do Jornalista Mirim que infelizmente não veio à luz. Fomos alvo de denúncias falsas que nos levaram novamente à justiça, sim; digo novamente por que já tínhamos sido processados por pessoas invejosas e mentirosas pelo projeto Rádio Montanha das Letras. Este é o passado distante. No recente, mais ou menos recente, o posicionamento dos sócios foi: não se defender, não pagar advogado e não aceitar a proposta da RPPN que foi eu quem pesquisou e levou essa ideia a assembleia geral daquele momento que se recusou, maioritariamente sem sequer se dar ao trabalho de pesquisar ou entender ao menos do que se tratava. Naquele momento nós mesmos poderíamos decretá-la por um pequeno custo. Não duvidaram por um segundo em fechar a conta do Juan ( o Preto mágico) a caixa dos correios, enfim, a associação mesmo, incluso sabendo que a ACVC era a proteção da Montanha, por ser a legítima dona das terras. Hoje vejo a "preocupação" dos mesmos que não duvidaram em jogar no lixo toda a obra do Juan, dizer que agora querem e que agora se preocupam... não tenho receio nem nunca tive de dizer o que penso, certa ou errada, tenho muita dificuldade de volver a acreditar nas mesmas pessoas, que ontem não queriam e agora querem. E me lembrei de um Tao que diz que "é como quem começa a cavar um poço quando já está com sede... não chegariam essas ações demasiado tarde?" Por esse motivo não sei se com este sentimento devo acudir ao chamado de vocês. Por favor, os inocentes, os filhos, me perdoem.

Nenhum comentário:
Postar um comentário